

Brasil apresenta ao NDB projetos para financiar portos, hidrovias e aeroportos
O governo brasileiro busca ampliar o financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição do BRICS, para projetos de infraestrutura de transportes. A carteira apresentada ao banco inclui concessões portuárias, hidrovias e investimentos aeroportuários.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, apresentou à presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, uma carteira de projetos durante viagem à Ásia realizada no fim de agosto. A proposta envolve portos, hidrovias e aeroportos, além de concessões previstas para os próximos anos.
Entre os projetos citados estão as concessões dos canais de acesso aos portos de Rio Grande, Itajaí e Santos, terminais portuários e estudos sobre a concessão de hidrovias. O ministro também mencionou a concessão do canal de acesso do Porto de Paranaguá como referência. A intenção é encaminhar um ou dois projetos ao NDB para análise de eventual financiamento.
A iniciativa está relacionada ao Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, lançado pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes. O plano prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos no setor, dos quais R$ 490,5 bilhões deverão vir de recursos públicos. Segundo os dados apresentados pelo governo, o transporte rodoviário responde por 54% da matriz de cargas, seguido pelo ferroviário, com 27%, e pelo aquaviário, com 19%; o aéreo representa menos de 1%.
No setor portuário, o governo aponta a conectividade entre canais de acesso, hidrovias, ferrovias e rodovias como um dos principais gargalos. De acordo com Franca, o setor recebeu mais de R$ 40 bilhões em investimentos nos últimos três anos, associados principalmente a concessões e leilões. Novos procedimentos envolvendo portos e aeroportos estão previstos até o fim de 2026.
Na área aeroportuária, o chamado Terminal São Paulo aparece entre os pontos de estrangulamento identificados pelo PNL 2050. O governo avalia a construção de um novo aeroporto ou a alteração das regras para permitir determinadas operações comerciais em aeroportos privados autorizados. O Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), foi citado como uma possível alternativa, mas a proposta ainda está em discussão.
A agenda também inclui o projeto Céu Único Sul-Americano, baseado em um memorando de entendimento assinado por Brasil, Chile, Argentina e Paraguai em julho. A iniciativa busca integrar o transporte aéreo entre os países, mas depende de convergência nas regras de segurança, regulação e relações trabalhistas.
Fonte: jornalgrandebahia.com.br
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