

Chuvas e deslizamentos ampliam monitoramento de oleoduto em Morretes
A Defesa Civil discutiu com a Transpetro medidas preventivas para o oleoduto que atravessa a Serra do Mar e liga Paranaguá à Repar, em Araucária. Uma reunião em campo deverá apresentar os mecanismos de emergência e os pontos de fechamento do sistema.
A Defesa Civil municipal e estadual e a Transpetro se reuniram na terça-feira (22) para tratar do acompanhamento das condições do terreno e da segurança do oleoduto que passa por Morretes. A estrutura atravessa áreas com encostas, rios e risco de alagamentos e deslizamentos.
Durante o encontro, a empresa apresentou os procedimentos usados na manutenção do duto. A discussão ocorre em meio à atenção às condições climáticas previstas para os próximos meses e aos possíveis efeitos do El Niño sobre o regime de chuvas no Paraná.
A próxima etapa será uma reunião em campo para que a equipe municipal conheça os mecanismos de acionamento em situações de emergência e a localização dos registros de fechamento. Em Morretes, o sistema percorre cerca de 35 quilômetros.
Segundo a Defesa Civil, os pontos considerados mais vulneráveis ficam nas regiões do Rio Sagrado, Anhaia, Passa Sete e Rio dos Patos, além de Alexandra, em Paranaguá. O monitoramento considera também o risco de deslizamentos associado ao relevo e à ocupação de áreas próximas a encostas.
A atenção ao oleoduto também se relaciona a um vazamento ocorrido em 16 de fevereiro de 2001. Mais de 52 mil litros de óleo diesel atingiram a região da Serra do Mar, entre Morretes e a baía de Antonina. Um acordo homologado determinou o pagamento de R$ 90 milhões pela Petrobras ao Governo do Paraná, com recursos destinados à ampliação do monitoramento meteorológico estadual.
Fonte: JB Litoral
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