

De bandeiras ao rádio: como Paranaguá orientava a navegação pela baía
Antes do telégrafo elétrico, mastros e bandeiras transmitiam avisos entre pontos de observação da baía de Paranaguá. No século XX, o Radiofarol passou a emitir sinais captados pelos equipamentos das embarcações.
Em meados do século XIX, a proteção da costa de Paranaguá incluía a vigilância contra possíveis ataques de piratas e embarcações suspeitas. Para comunicar a aproximação de navios, era usado um sistema visual com mastros e bandeiras, observados de diferentes pontos do litoral.
Um estudo sobre a história do porto registra que, em 1857, foi proposta uma linha de bandeiras entre a barra e a cidade. Naquele período, os vapores permaneciam fundeados nas proximidades da Ilha da Cotinga.
O sistema reunia pontos como o Morro das Conchas, na Ilha do Mel, o Morro da Fortaleza e a Ilha da Cotinga. A cadeia de observação também alcançava o Mirante do Cassual, na praia do Cassual, e seguia até o mirante situado na Praça Fernando Amaro.
O telégrafo elétrico chegou a Paranaguá em 1867. Mais tarde, no século XX, a comunicação por ondas de rádio passou a auxiliar os navegantes sem a necessidade de contato visual com a estação.
Na Ilha do Mel, essa tecnologia foi representada pelo Radiofarol de Paranaguá. Documento da Secretaria do Patrimônio da União, datado de 1º de outubro de 1939, registra o terreno e as estruturas destinados à instalação. Os sinais eram captados pelos equipamentos das embarcações e auxiliavam a navegação quando a costa ficava encoberta por noite, chuva ou neblina.
Fonte: Folha do Litoral News
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