

Denúncia questiona leilões de R$ 2,2 bilhões no Porto de Paranaguá
Documentos encaminhados ao TRF-4 relatam suposta articulação para questionar ou retardar três arrendamentos do Porto de Paranaguá. O Porto Guará nega irregularidades e afirma não ter sido notificado oficialmente.
Uma denúncia apresentada às autoridades questiona procedimentos ligados aos leilões das áreas PAR14, PAR15 e PAR25, no Porto de Paranaguá. Realizados em abril de 2025, os arrendamentos foram vencidos por BTG Pactual Commodities, Cargill e Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus e Amaggi. Juntos, eles geraram R$ 855 milhões em outorgas e preveem cerca de R$ 2,2 bilhões em investimentos.
Os documentos mencionam um suposto “Plano de Defesa do Porto Guará”, que teria buscado dificultar os leilões ou reduzir sua atratividade. Entre as medidas citadas estão questionamentos de editais, pedidos de esclarecimentos, recursos, ações judiciais e iniciativas relacionadas ao licenciamento ambiental.
A denúncia foi apresentada por Matheus Ferri, ex-advogado do Porto Guará. A Portos do Paraná informou ter recebido a documentação em abril de 2026 e, após análise institucional, encaminhado os elementos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) como prova superveniente em um processo já em andamento.
Luiz Henrique Tessutti Dividino, ex-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina e posteriormente consultor do Porto Guará, contestou a interpretação de sua atuação. Ele afirmou que as manifestações sobre os arrendamentos foram contribuições técnicas apresentadas em consultas públicas e que a revisão da poligonal do porto buscou adequar o perímetro à Lei 12.815/2013, sem beneficiar projetos específicos.
O Porto Guará declarou que não foi oficialmente notificado sobre a denúncia ou sobre eventual procedimento relacionado ao caso. A empresa negou conduta irregular e afirmou que apresentará sua manifestação às instâncias competentes se for formalmente comunicada. O escritório onde Ferri trabalhava disse que o caso é apurado internamente e que poderá adotar medidas nas esferas criminal e disciplinar se forem identificadas irregularidades.
As informações apresentadas na denúncia ainda são apuradas pelas autoridades competentes. A Portos do Paraná afirmou que continuará adotando medidas para preservar a regularidade dos arrendamentos, a segurança jurídica dos contratos e os investimentos previstos.
Fonte: tribunapr.com.br
Informação que importa, direto do Diário dos Sete.
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