

Dívida pública chega a 82,9% do PIB e afeta rendimento no Tesouro Direto
O endividamento do governo alcançou 82,9% do PIB em agosto, segundo dados oficiais. O cenário influencia os rendimentos dos títulos públicos e o retorno oferecido a investidores do Tesouro Direto.
A dívida pública brasileira atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto. Segundo a fonte, o nível de endividamento tem relação direta com os rendimentos dos títulos comprados por pessoas físicas no Tesouro Direto.
Na quarta-feira, o Tesouro IPCA+ 2050 passou a oferecer 6,93% ao ano, abaixo de 7% pela primeira vez desde maio. O papel remunera o investidor com a variação da inflação mais uma taxa fixa e, no momento citado, oferecia quase 7% anuais acima da inflação para um prazo de 24 anos.
O juro real, que considera o desconto da inflação, estava próximo de 9% ao ano. Em agosto, o pagamento de juros elevou a dívida bruta em 0,8 ponto percentual, enquanto o crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 0,5 ponto percentual.
A Selic foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano, movimento que tende a diminuir o custo da dívida no longo prazo. Com juros menores, os preços dos títulos sobem e o rendimento para novas compras cai. Os juros pagos pelo governo, que somaram R$ 1,18 trilhão, são recebidos por credores do Estado, entre eles bancos, fundos de investimento e pessoas físicas que têm títulos públicos.
Fonte: Folha do Litoral News
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