

Estudo identifica mercúrio e chumbo em caranguejos de manguezal em Paranaguá
Pesquisadores encontraram mercúrio e chumbo em amostras de caranguejo-uçá no manguezal da Oceania, em Paranaguá. Os crustáceos apresentavam comportamento normal, mas a equipe ainda investiga os riscos associados ao consumo.
A análise é conduzida pela professora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em parceria com o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar). Além de mercúrio e chumbo, foram identificados zinco, manganês e magnésio nas amostras.
As concentrações dos contaminantes variaram conforme o local e a época do ano. O manguezal monitorado fica próximo a áreas com diferentes usos, entre elas o Porto de Paranaguá, a Ilha da Cotinga e a Ilha do Mel.
Segundo os trechos divulgados, os caranguejos estavam saudáveis, ativos e mantinham suas atividades. A aparência normal, porém, não permite determinar a quantidade de metais acumulada nos tecidos dos animais.
A pesquisa ainda deve calcular a quantidade de caranguejo potencialmente contaminado que poderia ser consumida e avaliar os efeitos dessa exposição. A equipe também considera a frequência de ingestão, já que o consumo do caranguejo-uçá é localizado e ocorre principalmente no verão, fora do período de defeso.
O defeso proíbe a captura durante o período de reprodução. Em 2024, a pesca de caranguejo movimentou aproximadamente R$ 9,8 milhões no Paraná, com destaque para municípios como Guaraqueçaba, Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná.
Fonte: revistaamazonia.com.br
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