Ex-presidente da APPA é acusado de tentar afetar leilões em Paranaguá
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Ex-presidente da APPA é acusado de tentar afetar leilões em Paranaguá

Documentos encaminhados à Secretaria Nacional de Portos, à Antaq e à Polícia Federal atribuem ao Porto Guará e a Luiz Henrique Tessutti Dividino articulações para atrasar ou impedir leilões de áreas portuárias. As denúncias ainda dependem de apuração e não há decisão judicial que comprove os atos relatados.

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Por Redação Diário dos Sete · 20 de agosto de 2026 às 19:01
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Documentos obtidos pela Band Paraná acusam o terminal privado Porto Guará e o ex-superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina Luiz Henrique Tessutti Dividino de supostamente articularem medidas contra os leilões de arrendamento das áreas PAR14, PAR15 e PAR25. O material foi enviado à Secretaria Nacional de Portos, à Antaq e à Polícia Federal.

Uma petição assinada pelo ex-advogado do Porto Guará, Matheus Ferri, afirma que o empreendimento teria contratado escritórios para apresentar impugnações administrativas, ações populares e comunicações ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Paraná. A finalidade, segundo o documento, seria retardar os certames e questionar o licenciamento ambiental da expansão do porto organizado.

Relatório preliminar da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) atribui ao Porto Guará Infraestrutura SPE S.A. e a Dividino a elaboração de um “plano de defesa” para impedir, atrasar ou prejudicar os leilões. O relatório também cita possíveis obstáculos à execução dos contratos dos terminais PAR09 e PAR50 e classifica a estratégia como anticoncorrencial.

Dividino comandou a APPA entre 2012 e 2018 e, após deixar o cargo, passou a atuar como consultor ligado ao empreendimento, segundo o relatório. O documento também menciona Xenia Karina Arnt, ex-chefe de gabinete de Dividino, que teria assumido uma diretoria do terminal.

A denúncia sugere o envio das informações ao Cade, à Antaq, ao Ministério Público Federal e a órgãos de controle. As alegações ainda dependem de investigação pelas autoridades, e não há decisão judicial que comprove a prática dos atos. Dividino e representantes do Porto Guará foram procurados, mas não responderam até a publicação.

A Portos do Paraná informou que recebeu a denúncia em abril de 2026 e encaminhou os elementos ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região como prova superveniente em processo judicial em andamento. A administração afirmou que continuará adotando medidas para proteger a regularidade dos arrendamentos, a segurança jurídica dos contratos, os investimentos previstos e o interesse público.

Fonte: band.com.br

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