Família protesta em Matinhos após morte de gestante e gêmeas
Reprodução/JB Litoral
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Família protesta em Matinhos após morte de gestante e gêmeas

Familiares e amigos de Aline Alves Jackes pediram justiça e cobraram esclarecimentos sobre os atendimentos prestados antes da transferência para o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá.

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Por Redação Diário dos Sete · 27 de agosto de 2026 às 15:44
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Familiares e amigos de Aline Alves Jackes fizeram uma manifestação em frente à Maternidade Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos, no início da noite de quarta-feira (26). A gestante morreu na terça-feira (25), às 19h45, após permanecer internada no Hospital Regional do Litoral (HRL). As duas filhas gêmeas também morreram, e o sepultamento de Aline ocorreu no mesmo dia do protesto.

Segundo o marido, José Martins, Aline estava grávida de 31 semanas e cinco dias e fazia acompanhamento por ser uma gestação de risco. Ele questiona o atendimento recebido em Matinhos, incluindo uma consulta no dia 18, quando afirma que ela apresentava sinais de coloração amarelada no rosto e nos olhos, mas foi liberada após receber soro e medicamentos.

José também relata que, após a entrada da esposa na maternidade no dia 20, os batimentos cardíacos das bebês não teriam sido verificados novamente durante as cerca de 11 horas anteriores à transferência. No HRL, exames confirmaram a morte das gêmeas.

Aline passou pelo procedimento de retirada das bebês na tarde seguinte. Conforme o marido, houve hemorragia e foi necessária a retirada do útero. Depois, ela foi encaminhada à UTI e morreu dias mais tarde. Os atestados apontam, entre as causas, choque distributivo, disfunção hepática grave, hemorragia hepática e lesão renal aguda; para as bebês, constam morte fetal não especificada e transtornos do fígado na gravidez.

A Secretaria Municipal de Saúde de Matinhos informou que adotará providências técnicas e administrativas para apurar as circunstâncias do atendimento e ofereceu acompanhamento psicológico à família. A Secretaria de Estado da Saúde afirmou que o caso já é investigado pela Vigilância Epidemiológica Estadual, com prazo de até 120 dias para a determinação da causa da morte, e citou o sigilo médico-paciente para não divulgar informações específicas do atendimento.

Fonte: JB Litoral

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