

Litoral do Paraná tem filas e diferenças no atendimento em saúde mental
Levantamento aponta 424 pessoas aguardando atendimento em Matinhos e 36 em Guaraqueçaba, enquanto Guaratuba e Pontal do Paraná informam acolhimento sem espera. Aumento da procura entre crianças e adolescentes aparece como preocupação em diferentes municípios.
Um levantamento do JB Litoral sobre a estrutura de atendimento em saúde mental nos municípios do Litoral do Paraná identificou realidades distintas na região. Matinhos tem 424 pessoas aguardando consultas ou atendimento psicológico, enquanto Guaratuba e Pontal do Paraná informam acolhimento sem fila. Em Guaraqueçaba, não há psicólogo disponível na rede básica e 36 moradores esperam atendimento.
Em Guaratuba, o CAPS I Recomeço acompanha 239 pacientes ativos e funciona em sistema de porta aberta para o acolhimento inicial. O serviço atende todas as faixas etárias e conta com dois psicólogos e uma médica com pós-graduação em psiquiatria, segundo a coordenadora Anna Cláudia Aimone.
Matinhos registrou 1.143 pacientes ativos no CAPS I entre janeiro de 2025 e agosto de 2026. Atualmente, 219 pessoas aguardam consultas médicas e 205 esperam atendimento psicológico. O município tem 21 psicólogos servidores listados no Portal da Transparência, mas não informou quantos atuam no CAPS.
Em Pontal do Paraná, o CAPS I acompanha cerca de 1,5 mil pacientes e informa que o acolhimento e a inserção no serviço ocorrem em até uma semana. A equipe relatou aumento da procura por tratamento entre crianças e adolescentes. O município tem cinco profissionais de psicologia atuando no CAPS, sendo um dedicado ao público infantil.
Antonina também registrou aumento da procura entre adolescentes. O CAPS acompanha cerca de 600 usuários ativos, e apenas um dos nove psicólogos indicados no Portal da Transparência atua no serviço, segundo o município. Em Morretes, cerca de 150 pacientes são acompanhados no Ambulatório de Saúde Mental e 24 aguardam a primeira consulta.
Em Guaraqueçaba, pacientes são encaminhados parcialmente aos CAPS de Antonina e Paranaguá. A contratação de um psicólogo é buscada por meio de Processo Seletivo Simplificado, mas a assistente social responsável informou que moradores de comunidades rurais e insulares enfrentam dificuldades adicionais de acesso.
Fonte: JB Litoral
Informação que importa, direto do Diário dos Sete.
Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

