

Litoral paranaense articulou autonomia durante a Independência do Brasil
Paranaguá, Morretes e Antonina participaram das transformações políticas e econômicas ligadas à Independência do Brasil. Cada município apresentou movimentos e interesses próprios em busca de maior autonomia.
Em 1821, moradores de Paranaguá, liderados pelo sargento Floriano Bento Viana, defenderam o rompimento dos vínculos administrativos com São Paulo e a criação de um governo próprio. A separação seria proclamada durante o juramento à nova Constituição portuguesa, mas a iniciativa não avançou.
Após a proclamação da Independência, em 1822, a Câmara Municipal de Paranaguá reuniu autoridades e moradores em 12 de outubro para aclamar Dom Pedro I como Imperador Constitucional do Brasil. A programação incluiu salvas de canhão, cerimônias religiosas e procissões realizadas por vários dias.
Morretes, então freguesia, tinha no Caminho do Itupava uma ligação entre o litoral e o planalto. Por essa rota circulavam mercadorias, viajantes, correspondências e notícias, em uma dinâmica relacionada ao comércio e à integração entre as duas regiões.
Em Antonina, a busca por autonomia era defendida desde 1811, quando representantes reivindicavam a elevação da Comarca à condição de província. Entre os argumentos estavam a fertilidade das terras, os portos, os rios navegáveis e o comércio crescente da erva-mate. A cidade também disputava com Paranaguá e Morretes o protagonismo nas rotas entre o litoral e o planalto.
Segundo a fonte, essas iniciativas contribuíram para um sentimento emancipacionista no litoral do atual Paraná. Décadas depois, esse movimento estaria relacionado à emancipação política do Paraná e à criação da Província do Paraná, em 1853.
Fonte: Folha do Litoral News
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