

Metodologia BIM amplia controle sobre obras públicas no Paraná
O Paraná é apresentado como referência nacional no uso do BIM, sistema que permite modelar, orçar e fiscalizar obras antes do início da execução. A ferramenta busca antecipar conflitos entre projetos e reduzir desperdícios, atrasos e alterações de custos.
A metodologia BIM, sigla em inglês para Modelagem da Informação da Construção, combina modelos tridimensionais e processos colaborativos para apoiar o planejamento de obras públicas. No Paraná, a estratégia é utilizada há mais de uma década e passou a ser obrigatória em empreendimentos públicos que envolvem recursos estaduais.
Com a construção virtual da obra, problemas entre projetos de arquitetura, estrutura, instalações elétricas e hidráulicas podem ser identificados antes do trabalho no canteiro. O sistema também permite extrair quantitativos de materiais automaticamente e acompanhar informações de custos e execução.
Na Ponte de Guaratuba, simulações de vento apontaram risco de interferência entre os cabos de sustentação sob determinadas velocidades. Segundo os trechos, o problema foi corrigido ainda na fase de projeto. Durante a execução, drones integrados à plataforma BIM forneceram dados em tempo real sobre o avanço físico da obra.
A adoção da metodologia começou na administração estadual em 2014, avançou com projetos-piloto rodoviários em 2015 e foi formalizada pelo Decreto da Estratégia BIM/PR, em 2019. O modelo também é citado em obras como o Conselho Tutelar de Marialva, projetos do Condomínio do Idoso e novas contratações da Secretaria da Educação.
A expansão do BIM aumenta a demanda por capacitação de engenheiros e arquitetos. Para o professor Emerson José Vidigal, da UFPR, a graduação oferece a base profissional, mas o domínio das ferramentas depende de formação continuada e experiência prática.
Fonte: tribunapr.com.br
Informação que importa, direto do Diário dos Sete.
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