

Operação Bomba Oculta mira postos clandestinos em São Paulo
Ação conjunta reúne órgãos federais e estaduais para lacrar estabelecimentos que funcionavam sem autorização da ANP. Também serão declarados inaptos 1.283 CNPJs e 228 Inscrições Estaduais.
A Operação Bomba Oculta foi deflagrada em 28 de agosto por Receita Federal, Sefaz/SP, ANP, PGE/SP, PGFN e Polícia Civil. A iniciativa busca bloquear e interditar postos de combustíveis clandestinos que operavam sem autorização da Agência Nacional do Petróleo.
Equipes das instituições envolvidas realizaram a lacração de postos na cidade de São Paulo e em ruas da Grande São Paulo. Cerca de 60 servidores participam da ação, com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Como parte da operação, 1.283 CNPJs e 228 Inscrições Estaduais serão tornados inaptos. A medida bloqueia contas bancárias e impede a emissão eletrônica de documentos fiscais. Também teve início o saneamento dos cadastros empresariais e estaduais.
Segundo os trechos divulgados, a ação dá continuidade ao desmantelamento de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, investigadas na Operação Carbono Oculto. A ANP informou que revogou, desde 2019, a autorização de funcionamento de mais de 10 mil postos, mas parte dessas empresas continuaria atuando de forma clandestina com CNPJs ativos.
A operação ocorre após a publicação da Instrução Normativa RFB nº 2.340, de 24 de agosto de 2026. A norma alterou as hipóteses de declaração de inaptidão no CNPJ para situações envolvendo atividades irregulares ou falta de autorizações exigidas, inclusive com base em informações de órgãos reguladores.
Fonte: Folha do Litoral News
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