

Padre Binu é condenado por crime sexual em Paranaguá
A Justiça condenou o padre Binu Joseph Chollackal a quatro anos e seis meses de prisão por violação sexual mediante fraude em Paranaguá. A sentença foi proferida em 5 de novembro pelo juiz Brian Frank, da 2ª Vara Criminal, que determinou o regime inicial fechado e manteve a prisão preventiva.
Segundo a decisão judicial, os fatos denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) teriam ocorrido repetidamente entre 2017 e março de 2020, na Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, e na residência paroquial. A acusação afirma que os atos de natureza sexual aconteciam durante supostas orações de cura e libertação.
Ao analisar o processo, o juiz considerou comprovado o crime de violação sexual mediante fraude. A decisão apontou o uso da confiança e da autoridade associadas à função religiosa para criar condições favoráveis à prática dos abusos.
A pena inicial foi fixada em três anos de prisão e aumentada em 50%, para quatro anos e seis meses, considerando o planejamento dos atos e as consequências para a vítima. A acusação por violência psicológica contra a mulher não resultou em condenação por falta de provas suficientes, segundo a sentença.
A prisão preventiva foi mantida porque, conforme a decisão, os motivos que levaram à detenção continuam presentes e as medidas alternativas não foram suficientes. O documento também registrou que os 87 dias de prisão provisória não alteravam o regime inicial.
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. O caso reúne outros processos relacionados a denúncias de violência sexual; em março, o religioso recebeu outra condenação, de dois anos e 11 meses, em regime semiaberto, além de indenização de R$ 1.500, por abuso sexual contra uma jovem na igreja.
Fonte: JB Litoral
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