

Registro da Festa do Rocio ainda aguarda decisão do Iphan
Processo de reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial está na fase de instrução, segundo o instituto. Pedido reúne pesquisa histórica e antropológica sobre a tradição religiosa de Paranaguá.
A Festa de Nossa Senhora do Rocio, realizada anualmente em novembro, reúne procissões, missas, romarias e outras manifestações de fé em Paranaguá. O conjunto de práticas, memórias e tradições está em análise pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para possível registro como Patrimônio Cultural Imaterial.
A pesquisa antropológica e historiográfica foi entregue em agosto de 2025, durante a coletiva de imprensa da Festa do Rocio. O trabalho contou com a participação da UFPR e recebeu R$ 100 mil em recursos públicos, conforme informações disponíveis no portal da universidade. A pesquisa teve início em dezembro de 2021.
Segundo o Iphan, a documentação está na fase de instrução de registro. O procedimento ainda prevê estudos técnicos, pareceres, consulta pública e votação pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. O instituto não informou prazo para concluir a análise nem confirmou quando o pedido foi protocolado inicialmente.
O reconhecimento é defendido pelo Santuário como uma forma de preservar a continuidade da tradição diante das mudanças na área onde está localizado. A festa tem mais de dois séculos de história e, em seu momento de maior concentração, reúne cerca de 100 mil pessoas na procissão entre o Santuário e a Catedral Diocesana Nossa Senhora do Rosário.
A 213ª Festa Estadual está prevista para ocorrer de 6 a 16 de novembro de 2026, em Paranaguá. A programação inclui novenário, procissões, romarias e a Procissão Solene de 15 de novembro. Para a edição, o Santuário espera receber mais de 500 mil devotos, romeiros e turistas.
Fonte: JB Litoral
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