Terminais privados ampliam disputa por cargas no corredor Sul
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Terminais privados ampliam disputa por cargas no corredor Sul

Projetos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul buscam atrair cargas agrícolas, industriais e conteinerizadas hoje movimentadas no corredor sulista. Paranaguá responde com investimentos em ferrovia, canal de acesso e novos arrendamentos.

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Por Redação Diário dos Sete · 4 de setembro de 2026 às 20:04
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A disputa entre os portos do Sul combina obras em Paranaguá e novos projetos de Terminais de Uso Privado (TUPs) em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A decisão dos embarcadores deverá considerar fatores como tempo de espera, acesso terrestre, disponibilidade de berços e custos logísticos.

Em Paranaguá, a Portos do Paraná anunciou cerca de R$ 5,1 bilhões em investimentos após oito leilões de áreas portuárias e a concessão do canal de acesso. O Moegão, sistema de descarga ferroviária com mais de 95% de execução, deve elevar a capacidade de recebimento de aproximadamente 550 para 900 vagões por dia.

A concessão do canal prevê R$ 1,23 bilhão em aportes ao longo de 25 anos, incluindo dragagem, sinalização, manutenção e ampliação progressiva do calado para até 15,5 metros. Os arrendamentos PAR14, PAR15 e PAR25 somam mais de R$ 2 bilhões em compromissos privados para ampliar a capacidade de granéis vegetais.

Em Itapoá, a Coamo anunciou um TUP na Baía da Babitonga, com aproximadamente 43 hectares, três berços e capacidade projetada de até 11 milhões de toneladas anuais. O investimento inicialmente anunciado é de R$ 3 bilhões, e a instalação deverá movimentar grãos, fertilizantes, combustíveis, granéis líquidos e GLP.

A Baía da Babitonga também passa por uma dragagem que deve ampliar o canal de 14 para 16 metros, permitindo a recepção de navios de até 366 metros e cerca de 16 mil TEUs. No Rio Grande do Sul, projetos ligados à cadeia da celulose preveem dois TUPs, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos portuários estimados em R$ 1,4 bilhão.

A escolha das rotas dependerá da combinação entre profundidade dos canais, conexões ferroviárias e rodoviárias, produtividade, tempo de espera e custo final do transporte. No estado gaúcho, também está em discussão uma concessão integrada de canais portuários e trechos hidroviários, com previsão de R$ 134 milhões em investimentos diretos.

Fonte: jornalportuario.com.br

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