

Uso de caminhão da coleta seletiva em limpeza gera questionamentos em Paranaguá
Um caminhão destinado à coleta seletiva foi utilizado na limpeza de pontos de ônibus em Paranaguá. A Itaipu Binacional informou que pedirá explicações à Prefeitura e que o município poderá perder o veículo caso ele não seja usado conforme o convênio.
# Uso de caminhão da coleta seletiva em limpeza gera questionamentos em Paranaguá Um caminhão comprado pela Prefeitura de Paranaguá com recursos do programa Itaipu Mais que Energia foi identificado durante a limpeza de pontos de ônibus. Segundo a reportagem, a placa confirmou que o veículo é um dos equipamentos destinados à coleta seletiva, o que levantou dúvidas sobre o cumprimento das regras do convênio.
Paranaguá recebeu dois caminhões e um biodigestor de pequeno porte em novembro do ano passado. As aquisições somaram R$ 1,596 milhão, e o convênio firmado com a Itaipu em 8 de dezembro de 2023 tem vigência até 7 de dezembro de 2026. Cada caminhão foi adquirido por R$ 472.166,67, enquanto o biodigestor custou R$ 15.450.
A Itaipu afirmou que cabe ao município garantir o uso correto dos bens. A empresa informou que solicitará explicações à Prefeitura e citou a cláusula do instrumento de repasse que vincula a propriedade dos equipamentos à finalidade prevista. Conforme a nota, se os caminhões não forem usados na coleta, o município poderá perder o bem, que seria destinado a outra localidade.
A Prefeitura declarou que os dois caminhões continuam sendo utilizados na coleta seletiva. Segundo a gestão, o uso temporário de um deles em outra atividade pode ocorrer em situações excepcionais e emergenciais, sem interromper o serviço. A Administração também informou que o biodigestor segue normas de manuseio e que o biogás produzido deverá abastecer um fogão na Secretaria de Meio Ambiente.
A coleta seletiva atende associações de recicláveis da cidade. Na Associação Nova Esperança, 21 pessoas dependem exclusivamente dessa atividade, enquanto a Assepar informou contar com 24 trabalhadores. A presidente da Nova Esperança afirmou que a associação recebeu 59 toneladas em julho e que anteriormente chegava a reciclar de 80 a 90 toneladas por mês.
Fonte: JB Litoral
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