

Yuri Osaki assume Prefeitura de Antonina após cassação de prefeita e vice
Presidente da Câmara tomou posse como prefeito interino em sessão solene realizada na sexta-feira (9), em cumprimento a determinação da Justiça Eleitoral. Ele permanecerá no cargo até a realização de eleições suplementares.
Yuri Osaki (União), presidente da Câmara de Vereadores e filho da prefeita cassada Rozane Osaki (PSD), assumiu interinamente a Prefeitura de Antonina. A posse ocorreu na sexta-feira (9), durante sessão solene realizada na sede do Legislativo municipal.
A mudança foi realizada em cumprimento imediato à decisão da Justiça Eleitoral, conforme ofício assinado pelo juiz Jonathan Cheong na quarta-feira (7) e encaminhado à presidência da Câmara. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia cassado, em 24 de setembro, os mandatos de Rozane e do vice-prefeito Diogo Machado (PL).
No discurso de posse, Yuri afirmou que assumiria o cargo para cumprir a determinação judicial, embora discordasse dela. “Por uma decisão judicial que respeitamos institucionalmente, embora dela possamos discordar profundamente, seu mandato [se referindo à Rozane] é interrompido. E falo aqui também como filho: considero profundamente injusto aquilo que aconteceu com minha mãe”, declarou.
Segundo a reportagem do JB Litoral, Yuri permanecerá à frente do Executivo até que sejam realizadas eleições suplementares, ainda sem data definida pela Justiça Eleitoral. Ele também disse que pretende basear as decisões no que considerar melhor para Antonina.
Com a posse de Yuri, o então vice-presidente da Câmara, Valmir Godoi (PL), assumiu a presidência da Casa. A vaga deixada pelo novo prefeito será ocupada pelo suplente Hélio de Freitas Castro (União), conhecido como Hélio da Pesca, que recebeu 318 votos nas eleições municipais de 2024.
O processo de cassação está relacionado à implantação do programa Tarifa Zero no transporte coletivo de Antonina, em junho de 2024, durante a gestão do ex-prefeito José Paulo Vieira Azim (PSD), o Zé Paulo. O TSE também declarou o ex-prefeito inelegível e manteve multas de 50 mil UFIRs, equivalentes a R$ 53.205,00 para cada um, aplicadas a Zé Paulo e Rozane.
Fonte: JB Litoral
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