

Artigo alerta para banalização da corrupção durante campanhas eleitorais
Texto publicado pela Folha do Litoral News defende que o histórico de candidatos seja analisado antes do voto. O autor também afirma que representatividade local não deve substituir a avaliação sobre ética e uso do dinheiro público.
Em artigo publicado pela Folha do Litoral News, Adalberto Araújo afirma que a corrupção se torna mais perigosa quando deixa de provocar indignação. Segundo o texto, expressões como “rouba mas faz” e “todo político tem processo” contribuem para relativizar suspeitas e escândalos envolvendo candidatos.
O autor critica a repetição de justificativas como “erro formal”, responsabilização de subordinados e alegações de perseguição política. Para ele, a experiência acumulada em cargos públicos não deve ser considerada qualificação quando está associada a suspeitas de enriquecimento incompatível, obras superfaturadas ou contratos suspeitos.
O artigo também aborda a escolha de representantes de Paranaguá. Araújo defende que o conhecimento sobre o porto, as comunidades marítimas, a saúde do litoral e a logística é relevante, mas ressalta que a origem local não deve funcionar como autorização irrestrita. Entre os critérios sugeridos estão a relação do candidato com o dinheiro público, a distribuição de cargos, a formação da equipe e sua postura diante de investigações e erros.
Na conclusão, o texto sustenta que uma campanha eleitoral deve apresentar o passado dos candidatos para avaliação dos eleitores. Adalberto Araújo é identificado pela publicação como advogado, jornalista, Mestre da Federação Internacional de Xadrez e presidente da Câmara Municipal de Paranaguá na gestão 2025/2026.
Fonte: Folha do Litoral News
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