

Delegado Guilherme Dias leva críticas à legislação para disputa por vaga na Câmara
Após mais de uma década na Polícia Civil do Paraná, Guilherme Dias decidiu concorrer a deputado federal. Segundo ele, limitações da legislação e a reincidência de criminosos influenciaram sua entrada na política.
O delegado Guilherme Dias, de 36 anos, decidiu disputar uma vaga de deputado federal após mais de uma década na Polícia Civil do Paraná. Em entrevista ao JB Litoral, ele afirmou que as dificuldades encontradas na atuação policial pesaram na decisão de buscar espaço no Congresso Nacional.
Curitibano e ligado ao litoral paranaense desde a infância, Dias ingressou na Polícia Civil aos 23 anos e trabalhou em diferentes regiões do estado. Nos últimos anos, comandou a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, com atuação em casos de maus-tratos, crimes ambientais e tráfico de animais silvestres.
O delegado afirmou que a atividade policial permite ações de grande alcance, mas é limitada pela legislação. Entre os motivos de frustração, citou o fato de encontrar novamente em liberdade pessoas que já foram presas e, segundo ele, voltam a cometer crimes.
Dias disse que a candidatura surgiu após estímulos de protetores de animais, integrantes de organizações não governamentais e policiais. A intenção, conforme relatou, é participar da elaboração de leis em uma área que considera uma barreira para o trabalho policial.
Na segurança pública, o candidato apontou o combate ao crime organizado como prioridade e defendeu mais investimentos em inteligência, investigação e profissionalização das polícias. Ele também afirmou que Paranaguá e o litoral paranaense precisam de atenção especial, incluindo ações contra o patrimônio usado por organizações criminosas.
A proteção animal é outra bandeira apresentada por Dias. Ele defendeu penas mais severas para maus-tratos, medidas de conscientização e políticas permanentes de controle populacional de cães e gatos. Também criticou o uso de programas de castração como instrumento de troca de favores políticos.
Fonte: JB Litoral
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