

Ficotoxina suspende extração e venda de ostras na Baía de Guaratuba
A detecção de ficotoxinas acima do limite regulamentar suspendeu temporariamente a extração, o cultivo e a comercialização de ostras e moluscos bivalves na Baía de Guaratuba. Segundo a Tribuna do Paraná, maricultores aguardam o segundo laudo exigido para a liberação da atividade.
A interdição preventiva também levou estabelecimentos da região a retirar as ostras dos cardápios. Outros pratos podem continuar sendo servidos, conforme explicou Hamilton de Moura Kirchner, vice-presidente da Associação Guaratubana de Maricultores (Aguamar).
Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a floração foi provocada pela microalga Dinophysis acuminata. Em análise de 13 de outubro, o ácido okadaico chegou a 290 kg, acima do limite máximo aceitável de 160 kg.
O monitoramento é realizado pelo Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MOLUBIS), com coletas preventivas a cada 15 dias enviadas a laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para a desinterdição, são necessários dois laudos consecutivos com índices abaixo do limite de referência.
Uma coleta feita em 26 de outubro apresentou resultado favorável, com índice zerado. A segunda amostra já foi recolhida, e o resultado final deve sair nos próximos dias, quando é esperada a normalização do comércio.
A paralisação atinge produtores do Cabaraquara e do Rio dos Pinheiros. De acordo com a Secretaria Municipal da Pesca de Guaratuba, o município tem oito produtores cadastrados e organizados em associação; os impactos financeiros ainda não têm estimativa consolidada.
Fonte: tribunapr.com.br
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