

Julgamento de acusados por acidente com seis mortos começa em Morretes
Dois homens são julgados pelo acidente na BR-277 que deixou seis mortos e 14 feridos em julho de 2016. O Tribunal do Júri, em Morretes, tem previsão de durar dois dias.
O julgamento começou nesta quarta-feira (28), em Morretes, no Litoral do Paraná. Os réus são o motorista do caminhão, José Nascimento Pacheco, e o supervisor direto dele, Cesar Henrique de Souza Peroba. O caminhão-tanque estava carregado de etanol. Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), o veículo colidiu com outros 11 veículos.
De acordo com o MPPR, o caminhão seguia em direção a Paranaguá em alta velocidade quando bateu em uma mureta, passou para a pista contrária e atingiu outros 11 veículos. Nove deles pegaram fogo. Laudos periciais indicaram velocidade entre 116 km/h e 132 km/h, acima do limite permitido no trecho.
Os dois respondem por homicídio e lesão corporal. Para o Ministério Público, eles assumiram o risco de causar as mortes e os ferimentos. O caso foi encaminhado ao Tribunal do Júri por ter sido configurado como dolo eventual, conforme explicação do advogado especialista em Direito Criminal Jonas Freitas.
Também houve denúncia contra o motorista, o supervisor e a empresa por crimes ambientais. Segundo o MPPR, o derramamento de 44 mil litros de etanol atingiu uma área de preservação permanente às margens da BR-277 e contaminou o solo e a água.
Nesse processo, o motorista recebeu condenação de um ano de detenção, em regime aberto, e ao pagamento de 20 dias-multa. A pena de prisão foi substituída por uma restritiva de direitos. O supervisor foi absolvido por insuficiência de provas, mas o processo ambiental ainda não terminou definitivamente porque há recursos pendentes de julgamento.
Fonte: cbncuritiba.com.br
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