Morte de gestante e gêmeas após atendimentos gera pedidos de explicação
Reprodução/JB Litoral
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Morte de gestante e gêmeas após atendimentos gera pedidos de explicação

Aline Alves Jackes, de 33 anos, morreu seis dias depois das duas bebês que esperava. A família questiona os atendimentos realizados em Matinhos antes da transferência para o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá.

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Por Redação Diário dos Sete · 26 de agosto de 2026 às 18:07
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Aline Alves Jackes, de 33 anos, morreu nesta quarta-feira (26), seis dias após o falecimento das duas bebês que esperava. O caso levantou questionamentos da família sobre os atendimentos prestados à gestante em Matinhos antes da transferência para o Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá.

Aline foi internada na Maternidade Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos, na quinta-feira (20), e transferida para o HRL no mesmo dia. Segundo o marido, Júlio Alves, a família foi informada em Paranaguá de que as gêmeas estavam sem batimentos cardíacos. Ele afirma que elas ainda estavam vivas quando Aline chegou à maternidade.

Registros obtidos pelo JB Litoral indicam que a gestante passou por dez atendimentos na rede municipal durante a gravidez: seis consultas em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e no Centro de Especialidades Médicas (CEM), além de quatro passagens pela maternidade. Na semana anterior à internação, ela apresentou enxaqueca e outros sintomas.

No dia 20, Aline relatou um quadro de gastroenterocolite aguda iniciado cerca de uma semana antes, além de alteração no apetite, dificuldade para dormir e icterícia. Exames laboratoriais apontaram alteração da função hepática, e a transferência para o HRL ocorreu por volta da meia-noite.

Júlio também relatou que a esposa tinha olhos e rosto amarelados, dor de cabeça, náusea, vômito e tontura havia aproximadamente 15 dias. Segundo ele, o casal procurou atendimento mais de uma vez e os sintomas teriam sido associados à gestação gemelar. Em vídeo, o marido afirmou: “Minhas filhas entraram vivas ali dentro da maternidade e já saíram mortas”.

No HRL, uma ecografia confirmou, ainda no dia 20, a ausência de batimentos cardíacos nas duas bebês, conforme o relato de Júlio. Depois do parto, Aline teria tido uma hemorragia e precisado passar pela retirada do útero. Ela permaneceu internada por seis dias e morreu nesta quarta-feira. Aline deixou marido e quatro filhos.

A Secretaria Municipal de Saúde de Matinhos informou que acompanha o caso e adotará “todas as providências técnicas e administrativas necessárias para a devida apuração das circunstâncias relacionadas ao atendimento”. A Sesa afirmou que o óbito materno já está em investigação pela Vigilância Epidemiológica Estadual, com prazo de 120 dias, e que informações específicas do prontuário não podem ser divulgadas por causa do sigilo médico-paciente.

Fonte: JB Litoral

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