

STF mantém prisão de apontado como elo entre PCC e máfia italiana
O Supremo Tribunal Federal negou pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Willian Barile Agati, apontado como integrante da cúpula do PCC e ligação da facção com a ‘Ndrangheta. A decisão foi assinada pelo ministro Nunes Marques.
A defesa de Agati também pediu a substituição da prisão por medidas cautelares, mas o ministro considerou que não houve ilegalidade na prisão preventiva e que as alternativas seriam insuficientes diante dos elementos do processo.
Agati está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025. Segundo as investigações da Operação Mafiusi, ele seria responsável pela logística de remessas de cocaína para a Europa, usando embarcações no Porto de Paranaguá e aeronaves privadas.
A Polícia Federal o identificou como “Concierge do PCC”, expressão usada para descrevê-lo como um “faz-tudo” da facção. Ele também é acusado de envolvimento na morte de Marco Antonio Carvalho, conhecido como “Marcos P2”, executado a tiros em abril de 2020. A Justiça Federal do Paraná marcou para outubro audiências com 50 testemunhas no processo sobre o homicídio.
A defesa informou que ainda confia no julgamento do mérito do habeas corpus e da ação penal. O advogado Eduardo Maurício sustenta que a prisão se baseia em prova considerada nula, relacionada a telefones criptografados Sky ECC, e afirma confiar na inocência de Agati.
Fonte: alagoas24horas.com.br
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